À semelhança da maioria dos fenómenos físicos do nosso Planeta, também o clima está sujeito a alterações. Contudo estas alterações estão a processar-se a um ritmo mais rápido que o observado antes da era pré-industrial.
Os principais impactes são o aquecimento global acompanhado de um aumento dos níveis de água do mar, o aumento da frequência e severidade dos eventos climáticos extremos (seca, precipitações intensas, ondas de calor), o aumento da pressão sobre os recursos hídricos (em consequência do crescimento das necessidades de água) e a perda de biodiversidade. E estes impactes terão consequências no Homem, nas comunidades, em especial nos países mais pobres com menores capacidades no campo da prevenção e preparação antecipatória.
A adaptação das comunidades às alterações climáticas é essencial para a mitigar ou diminuir a magnitude dos impactes. Neste contexto, é importante conhecer os riscos naturais de um determinado território e planear a adaptação às alterações climáticas.
Recentemente, Outubro de 2012, foi publicado o relatório Word Risk Report 2012, elaborado pela Alliance Development Works com o apoio da United Nations University, Institute for Environment and Human Security, e a The Nature Conservancy. De acordo com este documento, foi atribuído a Portugal um índice de risco de 3.82% posicionando-nos na 131ª posição num total de 173 países, sendo que o Qatar é o país com o menor índice de risco, 0.10%, 173ª posição, e o arquipélago de Vanuatu o país com maior índice de risco, 36.31%, 1ª posição. Vários fatores foram considerados nesta classificação:
i. a vulnerabilidade da sociedade, resultado da soma dos seguintes fatores:
- a) a susceptibilidade, considerada como dependente das infra-estruturas públicas, nutrição, situação económica;
- b) a falta de capacidade de resposta dependente da governação, cuidados de saúde e segurança dos materiais;
- c) a falta de capacidade de adaptação relacionada com os eventos naturais futuros e às alterações climáticas;
ii. a exposição da população aos perigos naturais tais como sismos, tempestades, cheias, secas, subida do nível de água do mar.
Olhando para a avaliação de cada um dos fatores considerados no índice de risco constante do Word Risk Report 2012 para Portugal, verifica-se que nas áreas da susceptibilidade e da capacidade de adaptação existe um significativo potencial de crescimento no sentido de reduzir o risco.
Para o poder local, é no campo da vulnerabilidade que é mais fácil ao atuar através de implementação de acções e medidas nas três frentes: susceptibilidade, capacidade de resposta e capacidade de adaptação.
A integração da redução do risco de desastres no planeamento do território e nas políticas de desenvolvimento estratégico é uma das diversas medidas ao alcance das autarquias.
A TTerra está consciente da crescente necessidade dos Municípios integrarem nas suas ferramentas de governação a redução dos riscos de desastres e a adaptação às alterações climáticas. A nossa equipa técnica dispõe de todas as valências técnicas necessárias para prestar apoio nestas matérias ou para quaisquer esclarecimentos necessários.
Consulte-nos (sem qualquer compromisso)!
Para mais informações:
TTerra – Auditoria, Projecto e Técnicas Ambientais, Lda.
Tel.: 214 53 73 49 | Fax: 266 750 439| www.tterra.pt | mail@tterra.pt | tp@tterra.pt
Fontes:
Word Economic Fórum. Global Risks 2012. 7ª edição. 2012. Disponível em http://www3.weforum.org/docs/WEF_GlobalRisks_Report_2012.pdf
AllianceDevelopment Works. Word Risk Report 2012. 2012. Disponível em www.WorldRiskReport.org