
(Sítio PTCON0031: Monfurado | © TTerra)
Uma “área protegida” pode ser qualquer área terrestre ou marinha, cujo objectivo primordial é a conservação da natureza. No conjunto dos países membros e cooperantes com a Agência Europeia do Ambiente, existem actualmente 105.000 áreas protegidas oficialmente reconhecidas por toda a Europa.
Pela sua importância na preservação da biodiversidade, o número de áreas protegidas tem vindo a aumentar. Entre parques naturais, reservas naturais, reservas da biosfera e áreas integrantes da Rede Natura 2000, as áreas protegidas correspondem já a cerca de 1/5 do território europeu. Ainda assim, um número significativo de espécies continua a enfrentar um futuro incerto, motivado pela progressiva fragmentação de habitats com origem na construção de estradas, linhas-férreas, áreas urbanas, entre outras. Só entre 1990 e 2006 registou-se um acréscimo de 8% no total das superfícies artificializadas, o que consequentemente se traduziu numa maior pressão sobre os ecossistemas.
Numa tentativa de reverter a pressão antrópica sobre a vida selvagem e respectivos habitats, a União Europeia (UE) tem procurado actuar de forma concertada junto dos seus Estados-Membros, alertando para as vantagens e benefícios, inclusivé económicos, de proteger áreas de maior sensibilidade ecológica. De facto, só as áreas integrantes da Rede Natura 2000 recebem entre 1,2 e 2,2 biliões de visitantes todos os anos, originando um rendimento adicional de 50 a 85 biliões de euros. Segundo o recente estudo da Comissão Europeia “Costs and Socio-Economic Benefits associated with the Natura 2000 Network”, entre serviços provisionais (p.e. produção de matérias-primas), reguladores (p.e. regulação da qualidade do ar e alterações climáticas) e socio-culturais (p.e. actividades educativas e turístico-recreativas), sem esquecer o desenvolvimento rural através da criação de emprego directo/indirecto e do suporte das economias locais, os benefícios gerados por estas áreas podem ser 3 a 7 vezes superiores ao custo da sua constituição. O mesmo tipo de vantagens pode ser aplicado às áreas marítimas dos vários Estados-Membros, destacando-se, desde logo, o potencial aumento nos rendimentos originados pela actividade piscatória. Uma das metas da EU para os próximos anos consiste, por isso, na classificação de 10% das áreas marítimas europeias como “Áreas Protegidas Marinhas”, o que permitirá incrementar a importância e valor dos habitats marinhos no contexto geral das áreas protegidas.
Embora cada uma destas áreas imponha diferentes limites para a actividade humana, a maior parte permite o desenvolvimento de planos e/ou projectos não directamente relacionados com a sua gestão, desde que os mesmos não comprometam a sua sustentabilidade. Para saber quais e para usufruir de uma vasta gama de serviços relacionados, consulte-nos!